quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

PEDIDOS DE AJUDA DISPARAM NA COSTA

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Instituição apoia mais de mil famílias e recebe novos pedidos todos os dias
Em média, 16 novas famílias por semana recorreram, em Novembro, ao Centro Paroquial de Nossa Senhora da Conceição, na Costa da Caparica, Almada, para pedir ajuda alimentar e económica, disse hoje à Lusa a directora do Centro. “Antes de Novembro, em média, oito novas famílias vinham pedir ajuda, o que já era um número elevado. 16 novas famílias em carência por semana é gigantesco”, afirmou Carla Dias, directora do Centro Paroquial de Nossa Senhora da Conceição, que dá assistência mais de 1000 famílias do concelho de Almada. Durante o mês passado, o Centro distribuiu quatro toneladas de alimentos que recebe do Banco Alimentar Contra a Fome e do Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados (PCAAC). “O desemprego é a principal causa dos problemas da maioria das famílias. Chegam aqui numa situação agravada de endividamento, muitas vezes em vias de perder a casa e com problemas em assegurar a sua sustentabilidade”, explicou. A prioridade, disse ainda Carla Dias, é assegurar alimentação e abrigo: "Que ninguém passe fome e que ninguém perca a casa". “Muitas vezes ajudamos as famílias a negociar as dívidas e a procurar emprego, outras, mais urgentes, avançamos com o dinheiro, que é, na maioria das vezes, a fundo perdido”, adiantou. (...)
(...) Continuação na página 6 do Jornal da Região da Almada 202, de 15 a 21 de Dezembro de 2009

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Adroana/Cascais: Integração de imigrantes

Ver edição completa Projecto em bairro PER distinguido como boa prática municipal
O projecto “Realojamento de Indivíduos Isolados em Processos de Reagrupamento Familiar”, que decorre desde 2006 no Empreendimento da Adroana, no âmbito do Programa Especial de Realojamento (PER), foi reconhecido com a Distinção “Melhores Práticas Autárquicas 2009” atribuída pela Plataforma sobre Políticas de Acolhimento e Integração de Imigrantes. Um reconhecimento público, destaca a autarquia, pela implementação de boas práticas a nível municipal com resultados positivos. O projecto assenta em seis eixos principais: acompanhamento Psicossocial, Formação e Emprego, Educação, Jovens, Saúde e Mobilização de Recursos e visa dar resposta, não só aos elementos alvo de realojamento na Adroana, mas também aos membros da família que se juntaram ao agregado residente em Portugal, neste caso em Cascais, deixando o seu país de origem.(...)
(...) Continuação na página 4 do Jornal da Região da Cascais 201, de 8 a 14 de Dezembro de 2009

HOSPITAL PLANEIA OBRAS NAS URGÊNCIAS

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AMADORA-SINTRA - Urgências mais funcionais
As urgências do Hospital Fernando da Fonseca (HFF) vão entrar em obras em Março/Abril do próximo ano, para uma intervenção que promete tornar mais funcional a prestação de cuidados de saúde e o atendimento dos utentes. O anúncio foi feito ao JR pelo presidente do conselho de administração da unidade hospitalar, Artur Vaz. A intervenção deverá decorrer pelo período de três meses, com conclusão prevista para Agosto e após um investimento estimado em cerca de três milhões de euros. "Em final de Março, lançaremos as obras dentro do serviço de urgências gerais e, entretanto, temos de montar uma estrutura que permita o atendimento dos doentes enquanto decorrerem as obras", sublinhou este responsável, dando conta que essa estrutura deverá assentar em pavilhões pré-fabricados como tem acontecido em situações similares em outras unidades hospitalares. Com a realização das obras, os responsáveis do HFF prometem um serviço de urgências mais humanizado, no fundo "organizar o serviço em torno das necessidades dos doentes", como realçou Artur Vaz, que concretizou os moldes da intervenção: "Vamos criar uma grande sala de atendimento, dotada de blocos individuais, para cada doente e um acompanhante, e onde os profissionais de saúde se dirigem e podem introduzir, em cada bloco, todos os dados médicos do paciente num sistema de informação próprio". Com o objectivo de simplificar o processo de prestação de cuidados de saúde, Artur Vaz enuncia o objectivo de "concentrar, num só sítio, todos os cuidados médicos de maneira a que o doente não tenha de se movimentar, a não ser para fazer um raio-x ou um TAC". No fundo, inverter a realidade actualmente existente, em que o doente tem de "procurar diversos locais: vai a um sítio fazer a colheita de sangue para análises, vai a outro fazer o electrocardiograma e a outro para uma consulta com o cirurgião". Para a realização das obras de reformulação das urgências, a administração do HFF já recebeu "uma primeira fase do reforço do capital estatutário", cerca de 13 milhões de euros, mas, naturalmente, nem tudo será canalizado para investimento. "Estamos, nesta altura,com capacidade para começar a avançar com o processo de reabilitação do serviço de urgência", revela o responsável máximo da unidade hospitalar, a qual continua ‘a rebentar pelas costuras’.(...)
(...) Continuação na página 6 do Jornal da Região da Amadora 201, de 8 a 14 de Dezembro de 2009

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

CAIS DA BOA ESPERANÇA

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Promessas de novos investimentos e de um plano de pormenor para o Cais do Ginjal abrem uma réstia de esperança quanto ao aproveitamento turístico da zona
População, autarquias e restauração da zona do Cais do Ginjal, na freguesia de Cacilhas, há muito que reclamam a requalificação desta zona histórica e turística do concelho de Almada. Falta de iluminação, antigos armazéns/fábricas degradados e acessos em más condições são alguns dos problemas que estão a desviar a clientela dos dois restaurantes existentes no Cais do Ginjal. Além da requalificação da edilidade, com apoios do QREN, um grupo de investidores madeirense está também apostado em mudar o visual ao cais almadense. Rejane Prola (na foto), irmã da proprietária do restaurante “Ponto Final”, queixa-se que a ausência de iluminação entre Cacilhas e o restaurante onde trabalha está a prejudicar o negócio. "Fomosnós próprios que colocámos iluminação à entrada do restaurante, porque os turistas temem passear na zona", realça, sublinhando que o acesso, pelas escadas, está interdito, por causa do perigo de desmonoramento de pedras e terras das escarpas. "É um lugar turístico maravilhoso e diferente que necessita de melhorias com a máxima urgência". Fernando Horta, responsável pelo elevador da Boca do Vento e que trabalhou largos anos na Companhia Nacional de Pesca, em Olho-de-Boi, é um profundo conhecedor do Cais do Ginjal. Aoapontar para as fábricas abandonadas e degradadas, recorda-se do antigo Grémio (companhia de pesca do bacalhau) e das antigas fábricas de conserva de peixe e de engarrafamento de vinho. Fernando Horta vê com bons olhos a requalificação do Cais do Ginjal, tanto da parte da autarquia como do grupo de investidores madeirense. "Isto está quase tudo abandonado, há por aí uma meia dúzia de pessoas a morar", sublinha, lamentando o estado "nada digno"em que se encontra o cais. "É uma zona muito visitada por turistas. Depois de irem aos restaurantes sobem ao elevador para ir visitar o Cristo-Rei", conta.
(...) Continuação nas páginas 8 e 9 do Jornal da Região da Oeiras 199, de 24 a 30 de Novembro de 2009

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

PRIORIDADE À ACÇÃO SOCIAL

Ver edição completa Novos presidentes das juntas de freguesia de Algés e Linda-a-Velha assumem o apoio social como aposta para os próximos quatro anos
"Mudar alguma coisa é sempre difícil", assume Joaquim Ribeiro, o recém-empossado presidente da Junta de Freguesia de Algés, que conseguiu conquistar um dos bastiões do PSD no concelho. "Em tudo, e também na política, há inércia", justifica assim a sua vitória, destacando a credibilidade da equipa por si liderada e o peso de ter tido uma candidatura apoiada por Isaltino Morais, "com obra feita na freguesia". E, para Joaquim Ribeiro, é impossível dissociar a sua governação nos próximos quatro anos daquilo que será o trabalho a desenvolver pela Câmara de Oeiras. "É evidente que os programas das juntas são programas não muito específicos, porque estão dependentes do trabalho da Câmara", justifica o novo presidente da Junta. Por isso, sem querer falar de grandes obras e projectos, ciente de que terão de ser feitosem parceria, Joaquim Ribeiro assume a aposta na área social, tendo em conta as características atípicas da freguesia de Algés. "Decidimos apostar muito na parte social, principalmente para os seniores, mas não esquecendo os mais novos e o convívio intergeracional", revela o autarca.(...)
(...) Continuação na página 8 do Jornal da Região da Oeiras 197, de 10 a 18 de Novembro de 2009

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Sintra: Melhor assistência familiar

Através do projecto ‘Cuidador Informal’, o Hospital Amadora-Sintra está a transmitir conhecimentos aos familiares de pacientes, nomeadamente na área da Ortopedia, para assegurar melhores cuidados após a alta hospitalar
Desmistificar os medos associados a cuidar dos doentes em casa, após a alta hospitalar, é o principal objectivo do projecto “Cuidador Informal”, que o Hospital Amadora-Sintra está já a aplicar em praticamente todos os seus serviços desde Setembro passado, após uma experiência-piloto, em Março deste ano, nas áreas de Ortopedia, Obstetrícia, Medicina III e Neurologia. A figura do “Cuidador Informal” foi criada a pensar na pessoa mais próxima e significativa para o doente internado, geralmente um familiar, a quem se procura transmitir conhecimentos, essencialmente práticos, sobre como tratar o paciente no domicílio. A pessoa que aceita exercer essa função recebe um cartão de identificação próprio que lhe dá o privilégio de poder estar junto do doente desde as 9 às 22h00, no horário que lhe for mais conveniente. Em contrapartida, tem alguns deveres, o mais importante dos quais a obrigatoriedade de colaborar nos cuidados ao seu doente, por forma a ficar habilitado a assegurar a continuidade dos tratamentos após a alta hospitalar. “Mesmo os próprios profissionais que não são do serviço de Ortopedia têm algum receio em lidar com estes doentes”, realça Fernanda Pombeira, enfermeira-chefe neste departamento. Por isso, “o que acontecia, muitas vezes, é que, mesmo havendo disposição e condições para levar o doente, os familiares adiavam o mais possível esse momento por não se sentirem aptos a prestar-lhes os cuidados necessários em casa”. O resultado é os doentes ficarem internados “desde dias até várias semanas” apesar de já terem luz verde para deixarem o hospital.(...)

(...) Continuação na página 9 do Jornal da Região da Sintra 197, de 10 a 16 de Novembro de 2009

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

AUTARCAS EMPOSSADOS

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Isaltino Morais promete cumprir mandato até ao fim
“oeirenses escolheram o programa mais sério na ambição que propunha, o mais sério e ciente das competências e das capacidades da autarquia”. No decorrer de um longo discurso na cerimónia de tomada de posse do executivo e da Assembleia Municipal, o reeleito presidente da Câmara de Oeiras frisou a determinação de cumprir o seu mandato até ao fim e apelou à participação de todos para “selar o pacto que Oeiras tem com o futuro”. “Em todos os dias do próximo mandato, que cumprirei até ao fim com o empenho e a vontade de sempre, podem contar comigo. Eu contarei com todos”, disse já no final do seu discurso. Isaltino Morais guardou também espaço na sua intervenção para falar da excelência do concelho e avançou que, até 2013, “Oeiras voltará a ser o alvo de novas transformações, alcançando novos desafios, recebendo novos galardões, cumprindo o sonho de deixar no seu código genético a marca de excelência por tudo o que foi feito até agora”, contando, para isso, “com o apoio de todos”. O edil prometeu ainda concretizar um investimento, até 2017, de 150 milhões de euros na área da habitação, a criação de dois pólos de desenvolvimento, a construção de novos equipamentos escolares, novos centros de saúde, a terceira fase do Passeio Marítimo até Algés, a criação de um metro ligeiro de superfície entre Algés e a Falagueira e novos equipamentos desportivos. Recorde-se que Isaltino Morais venceu as eleições autárquicas de 11 de Outubro com 41,52% dos votos, elegendo cinco vereadores, contra os três eleitos socialistas, dois sociais-democratas e um da CDU. Este é o sétimo mandato do autarca à frente da Câmara de Oeiras.(...)
(...) Continuação na página 6 do Jornal da Região da Oeiras 196, de 3 a 9 de Novembro de 2009

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

PÓ E LAMA ENERVAM CAPUCHOS

Moradores exigem asfalto na Rua do Alto dos Capuchos, na Caparica. Câmara nega responsabilidades

Os moradores da Rua do Alto dos Capuchos, na freguesia de Caparica, reclamam o arranjo e alcatroamento de cerca de 30 metros do lado nascente desta artéria, com sentido único, que vai dar à alcatroada rua do Funchalinho. Os residentes, que já apresentaram o problema à Câmara de Almada e à Junta de Freguesia, alegam que esta estrada foi "totalmente esquecida" pelas entidades com competência na matéria. Maria Manuel Silva, que reside na Rua do Alto dos Capuchos desde 1994, apela para que a rua seja arranjada e alcatroada "rapidamente", antes que comecem a cair em força as chuvadas de Inverno. Caso não haja possibilidades de melhorar o piso da estrada com alcatrão, a moradora sugere a construção de um "pequeno passeio" para que as pessoas, durante o período do Inverno não sujem os pés de lama. A mesma moradora conta que a edilidade já respondeu ao seu pedido, informando que os cerca de 30 metros sem alcatrão abrangem uma zona sem loteamentos "não se pode fazer nada". "Vivemos numa rua do terceiro mundo, o que é caricato, porque fica localizada nas traseiras do Hotel Meliã, de 5 estrelas, e na mesma rua onde está a ser construído uma loja do Pingo Doce", desabafa. Além disso, salienta que é pelo lado nascente da Rua do Alto dos Capuchos que os moradores se deslocam para as paragens dos autocarros. E diz ainda que se trata de uma das artérias mais bonitas da freguesia de Caparica, de onde se avista o cabo do Bugio, Oeiras e a Serra de Sintra.(...)
(...) Continuação na página 6 do Jornal da Região da Almada 195, de 27 de Outubro a 2 de Novembro de 2009

terça-feira, 20 de outubro de 2009

NOVO ROSTO NA FREGUESIA DE CASCAIS

Pedro Morais Soares sucede a Pedro Silva à frente da Junta
Presidente da Concelhia de Cascais do CDS/PP, Pedro Morais Soares esteve à frente da vereação do Desporto e Relações Internacionais, em 2006, durante seis meses, em substituição do actual vereador João Sande e Castro. Agora, foi eleito presidente da Junta de Freguesia de Cascais pela Coligação 'Viva Cascais', com maioria absoluta. Com 32 anos, Pedro Morais Soares espera seguir as pisadas do seu antecessor, Pedro Silva (também militante do CDS/PP), e implementar alguma renovação em questões relacionadas com “os mais carenciados, os idosos e as jovens famílias, através de uma revitalização e melhoria dos programas já existentes na freguesia”. Aproximar a Junta de Freguesia dos cascalenses é outro dos objectivos. Para isso, “é preciso uma forte aposta nas novas tecnologias. Vamos usar a Internet para tentar dar a conhecer as instituições e as associações que existem na área da freguesia”. Em declarações ao JR, Pedro Morais Soares contou como pensa dirigir a freguesia de Cascais e como reagiu ao convite para a sua candidatura. “Encarei bem esse convite. Foi uma aposta do CDS/PP na renovação das listas. Como presidente da Concelhia, estou preparado para assumir os destinos desta freguesia”, disse. “A minha actividade não vai significar uma ruptura como que foi feito anteriormente. No campo da acção social, a prioridade continua a ser os idosos, os mais carenciados e as jovens famílias para as quais queremos proporcionar ocupação e educação dos filhos, através da aposta no pré-escolar, no reforço da oferta pública, em parceria com instituições de solidariedade social”(...)
(...) Continuação na página 7 do Jornal da Região da Cascais 194, de 20 a 26 de Outubro de 2009

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

TRADIÇÃO NAS MERCÊS

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Requalificação do recinto é aguardada com muita expectativa
“Nunca mais começam as obras!…”, repete Raul Antunes, 65 anos, mais de 50 dos quais marcados pela presença na Feira das Mercês, a cujas mudanças foi assistindo, por entre altos e baixos. “Antigamente não existiam ali prédios nenhuns, era só a quinta”, recorda, atrás da grelha onde já fervem numerosos pratinhos de barro com a famosa Carne às Mercês, verdadeiro ex-líbris desta feira centenária, aberta aos visitantes desde sábado e até ao próximo dia 1 de Novembro. A completar 238 anos de existência, o evento foi perdendo condições para continuar a afirmar-se como um dos mais importantes eventos do género da região saloia, sobretudo por motivos de exigências sanitárias e de segurança. No ano passado, só o reforço destas vertentes (que obrigou ao fim das tasquinhas, mantendo-se o serviço desta muito procurada iguaria apenas em restaurantes maiores), aliado ao encurtamento do horário de funcionamento (22h00) permitiu que a feira se realizasse, e mesmo assim só durante uma semana. Estas condições prévias, incluindo o reforço policial, repetem-se este ano, enquanto se espera por uma modernização que está prevista desde 2007,mas tarda emefectivar-se. As mudanças que a Câmara de Sintra têm na forja são bem-vindas. No entanto, ainda se notam alguns receios quanto à salvaguarda das tradições na nova Feira das Mercês.(...)
(...) Continuação na página 9 do Jornal da Região da Oeiras 194, de 20 a 26 de Outubro de 2009

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

BLOCO RETIRA MAIORIA À CDU

Paulo Pedroso (PS) vai assumir lugar de vereador
A ‘dama-de-ferro’ do distrito de Setúbal, Maria Emília de Sousa, da coligação CDU//PEV, venceu as eleições legislativas de 11 de Outubro ao socialista Paulo Pedroso para a Câmara de Almada, mas perdeu a maioria absoluta à sétima reeleição, por causa do Bloco de Esquerda. A CDU desceu de seis para cinco vereadores, o PS mantém os três mandatos, os sociais-democratas elegeram dois vereadores e o Bloco de Esquerda (BE) conseguiu ‘roubar’um mandato aos comunistas. Já em 2005 o BE esteve apenas a 15 votos de conseguir tal momento histórico. Helena Oliveira, eleita vereadora pelo BE, mostra-se satisfeita com a retirada da maioria absoluta a Maria Emília de Sousa, porque "as maiorias fazem com que as pessoas deixem de ouvir". A nova vereadora realça que a CDU, há 35 anos no poder em Almada, "tem de perceber que o brilho das grandes obras não pode ofuscar aqueles que continuam a viver abaixo do mínimoaceitável para uma sociedade moderna". A reabilitação urbana e a construção de mais habitação social são duas apostas que esta técnica de informática defende para o concelho, uma vez que há quinze anos que "não existe autorização para construir no centro da cidade". A bloquista afirma também que Almada necessita de animação nas ruas e de uma Loja do Cidadão que, por "falta de vontade política" da autarquia, ainda não foi tornada realidade. Maria Emília de Sousa, que garante exercer o último mandato até ao fim, faz questão de agradecer ao eleitorado que deu confiança à CDU para construir "uma terra de progresso que tem os olhos postos no futuro, sem distinção de raças, religiões ou ideologias partidárias". Apesar de ter perdido a maioria, a autarca almadense não abre o jogo quanto a um entendimento como PS.(...)
(...) Continuação na página 7 do Jornal da Região da Almada 193, de 13 a 19 de Outubro de 2009

ISALTINO MORAIS REFORÇA VOTAÇÃO

Isaltino ‘rouba’ esperanças da oposição
Isaltino Morais quer cumprir até ao fim o seu sétimo e último mandato à frente da Câmara de Oeiras, apesar das incertezas que se lhe colocam no caminho devido à pena de sete anos de prisão sentenciada em Agosto. “Não sou nenhum criminoso”, respondeu aos jornalistas presentes na sua sede de campanha, domingo à noite, depois do discurso com que selou uma vitória que esteve quase a ser de maioria absoluta e terminoucomo absolutamente clara. Na verdade, durante a longa jornada de apuramento dos resultados, o verbo roubar foi conjugado sem complexos entre os apoiantes do movimento Isaltino Oeiras Mais à Frente (IOMAF) não só desvalorizando as conclusões dos tribunais no caso judicial em questão, mas também referindo-se, tão-só, à retirada ao PSD de duas das três juntas de freguesia que no sufrágio de 2005 lhe haviam fugido (Linda-a-Velha e Algés). O papel de excepção pertenceu à freguesia da Cruz Quebrada, onde o IOMAF ficou a escassos 16 votos da vitória, a qual sorriu ao PS (que, por seu turno, a ‘roubou’, também, aos sociais-democratas). Apesar de as projecções iniciais deixarem antever a possibilidade de um pecúlio de vereadores superior ao de toda a concorrência junta, ao cair do pano percebeu-se que o movimento não partidário que governa Oeiras desde 2005 teria de continuar a procurar entendimentos com os… partidos. Sendo certo, porém, que partirá para esse exercício democrático de uma posição invejável: o ‘dinossauro’ da governação camarária oeirense teve bastante mais boletins a seu favor do que em 2005 (de 34,95% passou para 41,52%), num acréscimo de aproximadamente mais 6000 votos e um quinto eleito de que não dispunha até agora.(...)
(...) Continuação na página 9 do Jornal da Região da Oeiras 193, de 13 a 19 de Outubro de 2009

terça-feira, 13 de outubro de 2009

RAPOSO RENOVA MAIORIA ABSOLUTA

PS alcança 46,51% e mantém seis vereadores
Já passava das onze da noite quando a festa começou na Rua Diogo Bernardes, junto à sede do PS. Há muito que Joaquim Raposo sabia ter renovado a confiança dos amadorenses, mas as contas foram feitas até à última hora, na perspectiva de reforçar a actual maioria absoluta, com a eleição do sétimo vereador pendente por escassas dezenas de votos. Ainda assim, o PS obteve o melhor resultado na Amadora. “Tivemos um grande resultado, com mais três mil votos que em 2005 e muito próximos de conseguirmos o sétimo vereador”, anunciou Joaquim Raposo às largas dezenas de apoiantes que, ao longo da noite eleitoral, foram aparecendo na sede do partido. Umreforço substancial da votação só não alcançado, para o edil, “por sermos o único concelho onde concorreram nestas eleições dois movimentos independentes de cidadãos. Não tenho dúvidas que o conjunto de votos desses movimentos (cerca de 3300) foram os suficientes para não elegermos mais um vereador”, justifica. “Tiraram-nos o sétimo vereador, mas é de salutar a participação democrática”, acrescenta. Todavia, o PS só tinha motivos para festejar, com a renovação da maioria absoluta. Para o edil, este resultado é revelador: “Quem disse que o PS não fez nada e que foram 12 anos perdidos, os amadorenses mostraram o contrário”, acusa.(...)
(...) Continuação na página 6 do Jornal da Região da Amadora 193, de 13 a 19 de Outubro de 2009

SEARA RENOVA MAIORIA ABSOLUTA

Ver edição completa Fernando Seara é o primeiro a conseguir um terceiro mandato em Sintra
Com mais votos emaior percentagem do que em 2005, embora com igual número de vereadores eleitos (6), a Coligação ‘Mais Sintra’ foi a grande vencedora das eleições autárquicas no concelho. Porém, a vitória de Fernando Seara acabou por não ser tão festejada como alguns esperariam, resumindo-se aos habituais abraços... e beijos entre as cerca de duas centenas de apoiantes e candidatos que se reuniram no Hotel Tivoli Sintra, na noite do passado domingo. "Então não há mais festa?", questionava um popular que ali se deslocara "propositadamente para abraçar o careca do Benfica", como fez questão de apregoar. O abraço ainda conseguiu, mas, ali, nada mais houve. É que, confirmados todos os resultados nas vinte freguesias do concelho e depois de já ter feito uma primeira aparição para se referir apenas às projecções, eram 22h25 quando Seara surgiu na sala reservada aos apoiantes e à imprensa para o esperado discurso da vitória. Era a hora de receber nova aclamação e de subir ao palco acompanhado pelos vereadores eleitos e também pelo cabeça-de-lista à Assembleia Municipal, Ângelo Correia.(...)
(...) Continuação na página 8 do Jornal da Região da Sintra 193, de 13 a 19 de Outubro de 2009

CAPUCHO RENOVA MAIORIA ABSOLUTA

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Coligação ‘Viva Cascais’ conquista sete eleitos
António Capucho (Coligação 'Viva Cascais') foi reeleito, pela terceira vez, com maioria absoluta. De acordo com os resultados finais, a coligação "Viva Cascais" (PSD/CDS-PP) conquistou 53 por cento dos votos, elegendo sete vereadores, enquanto que o PS conseguiu 26,66 por cento (três eleitos), a CDU 9,19 por cento (um eleito) e o Bloco de Esquerda arrecadou 6,24 por cento dos votos. António Capucho considerou ter sido “uma grande vitória eleitoral em Cascais. Aumentámos o número de votos em percentagem em relação a 2005 e alcançamos maioria absoluta em Alcabideche”, destacou na sede da coligação, no Largo de Camões, em Cascais, após ter sido conhecida a eleição do sétimo vereador. Capucho foi recebido com aplausos, bandeiras da Coligação 'Viva Cascais’ e dezenas de militantes que, em coro, gritaram: “Salta Capucho”. O candidato reeleito mostrou-se "muito feliz porque aumentámos a percentagem absoluta em relação à última eleição. Vencemos todas as freguesias do concelho (para a Câmara Municipal) e tudo indica que o nosso trabalho valeu a pena".(...)
(...) Continuação na página 8 do Jornal da Região da Cascais 193, de 13 a 19 de Outubro de 2009

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

CHEGOU A HORA DE ESCOLHER

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No próximo domingo, dia 11 de Outubro, os portugueses vão ser chamados às urnas para elegerem os seus representantes autárquicos para os próximos quatro anos. Depois de uma campanha dinâmica, um dos mais ambicionados municípios do país é de novo disputado sob uma ampla cobertura mediática. Oindependente Isaltino Morais candidata-se a um último mandato e tem em Isabel Meirelles, pela coligação ‘Mais Oeiras’ (PSD, CDS-PP e PPM), e Marcos Perestrello, pelo PS, os mais directos adversários. Mas, na corrida estão ainda Amílcar Campos, da CDU, e Francisco Silva, pelo Bloco de Esquerda.(...)
(...) Continuação nas páginas 6, 7 e 8 do Jornal da Região da Oeiras 192, de 6 a 12 de Outubro de 2009

CHEGOU A HORA DE DECIDIR

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Os candidatos à presidência da Câmara de Almada defendem um concelho mais virado para o turismo, com melhor articulação entre os transportes públicos e mais apoio aos jovens, idosos e carenciados. A atracção de investimentos e a criação de emprego qualificado são outras ambições para um concelho que pretende ver a requalificação de Fonte da Telha com um novo Polis e o ressurgimento de mais habitação no centro da cidade. Maria Emília de Sousa, da CDU, recandidata-se, pela sétima e última vez, à presidência da Câmara de Almada. A aposta no turismo é o grande trunfo para conquistar a terceira maioria absoluta. Há 22 anos à frente dos destinos da autarquia, Maria Emília de Sousa promete umgrande desenvolvimento turístico para a Costa da Caparica através da constituição e dinamização da plataforma de actores e do plano plurianual de acção para o turismo, o qual também vai impulsionar o turismo na cidade. Os ‘tourings’ cultural e paisagístico, o plano de sinalização turística, o observatório para o turismo e prémio de Turismo de Almada são algumas das iniciativas previstas nesta área, com a envolvência de vários parceiros. No antigo presídio da Trafaria, Maria Emília de Sousa pretende instalar um centro técnico e científico de artes culinárias e enogastronomia, cujo investimento ronda os 7 milhões de euros. A candidata da CDU diz que a autarquia vai bater-se por um projecto Polis para a Fonte da Telha. O projecto está "já em curso, com o plano de pormenor a ser executado e a autarquia vai lutar pela sua concretização"(...)
(...) Continuação nas páginas 6 e 7 do Jornal da Região da Almada 192, de 6 a 12 de Outubro de 2009

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A16 aumenta portagens da A5

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Nova auto-estrada, entre Alcabideche e a CREL, permite ligações internas sem cobrança de portagens, mas vai motivar o aumento de preços na A5, para compensar a concessionária
A Brisa, responsável pela concessão da Auto-estrada A5 (Cascais/Lisboa), anunciou que vai aumentar o preço das portagens de Carcavelos e Estoril até cinco cêntimos, devido à alteração de tráfego provocada pela abertura da A16. Em declarações à agência Lusa, o porta-voz desta concessionária adiantou que “a abertura da A16 altera os fluxos de tráfego na Auto-estrada da Costa do Estoril, introduzindo, numa auto-estrada que funciona em sistema aberto e onde se cobra em função de uma distância média,um significativo acréscimo de quilómetros percorridos”. “De igual modo, se assiste a um impacto na respectiva operação e na necessidade de antecipar a adaptação da infra-estrutura a um maior número de veículos em circulação”, acrescentou o responsável, sublinhando que “o aumento acordado será, no máximo, de cinco cêntimos para a classe 1, nas barreiras de Carcavelos e Estoril", sem, no entanto, adiantar uma data precisa para a entrada em vigor desta decisão. Umasituação que foi conhecida no dia a seguir à inauguração da A16, que engloba o IC30, entre Alcabideche e Lourel, e o IC16, entre Lourel e a CREL, articulando a A5, o IC19 e a CREL. Uma via que representou um investimento de 127,5 milhões de euros em construção, numa extensão de 23 quilómetros, e que implica um pagamento de 90 cêntimos entre Alcabideche e Ranholas, ou melhor entre Linhó e Ranholas, já que os primeiros quilómetros a partir da A5 estão isentos de pagamento. Mas, para quem é obrigado a pagar, as críticas já se fizeram sentir. "Se entrar no Linhó e for até Alcabideche não pago nada. Se for de Ranholas ao Linhó pago como se fizesse onze quilómetros. É injusto", diz um potencial utente da A16. "Esta é uma auto-estrada em sistema aberto. Há muitas ligações sem portagens, mas quem fizer o troço todo paga pela proporcão dos quilómetros efectuados", justifica, por seu turno, Rui Guimarães, director de operações da Ascendi (antiga Aenor), concessionária da nova auto-estrada. Para quem fizer o percurso todo, entre Alcabideche e a CREL, terá de desembolsar 1,90 euros.(...)
(...) Continuação na página 5 do Jornal da Região da Cascais 192, de 6 a 12 de Outubro de 2009

EDITORIAL

Domingo, vamos a votos
No próximo domingo, 11 de Outubro, os portugueses vão ser chamados a eleger os seus representantes nas assembleias de freguesia, Assembleia Municipal e na Câmara Municipal. Pela primeira vez, nos seus 13 anos de história, o Jornal da Região decidiu acompanhar de perto as campanhas eleitorais, as propostas, os projectos e as iniciativas mais marcantes dos diversos candidatos às câmaras municipais das regiões em que estamos inseridos: Sintra, Cascais, Oeiras, Amadora e Almada, curiosamente, concelhos distintos quanto à cor política que maioritariamente governa as respectivas autarquias. A nossa intenção, nem sempre bem compreendida, foi a de proporcionar aos leitores o máximo de informação possível sobre as diferentes propostas e programas que se apresentam a sufrágio, de modo a que no dia 11 possam escolher livremente qual o futuro que desejam para a sua (nossa) terra. A tarefa não foi fácil e nem sempre pudemos corresponder a todos os convites ou solicitações que tivemos para acompanhar iniciativas de campanha, por manifesta falta de recursos humanos disponíveis. Lamentamos não ter conseguido ir a todo o lado e assumimos que desprotegemos as campanhas para as freguesias em benefício das candidaturas à Câmara Municipal. Todos os candidatos às câmaras mereceram espaços de entrevista em igualdade de circunstâncias. No caso de Sintra, promovemos em conjunto com a Rádio Clube de Sintra um ciclo de entrevistas e um debate entre quatro dos cinco candidatos à edilidade. Foi uma experiência enriquecedora, só possível graças ao sacrifício, empenho e dedicação de um conjunto de seis jornalistas, a quem agradeço publicamente. Esperemos que o resultado seja uma grande afluência às urnas no próximo domingo.
Paulo Parracho
Director

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

DEBATE ESCLARECEDOR

Debate entre os cabeças de lista à Câmara Municipal de Sintra, promivido pelo Jornal da Região e a Rádio Clube de Sintra
A saúde, mobilidade e transportes e o ordenamento do território foram os principais pontos abordados a noite passada no debate de hora e meia que juntou os quatro candidatos à presidência da Câmara de Sintra. O debate público organizado pela Rádio Clube de Sintra e o Jornal da Região juntou no Centro Cultural Olga Cadaval os quatro candidatos à presidência da Câmara de Sintra: Fernando Seara (Coligação Mais Sintra), Ana Gomes (PS), Baptista Alves (CDU) e André Beja (BE). Os candidatos trataram de necessidades como as de construção de um novo hospital público no concelho, de criar condições de acessibilidade interna de acesso às principais vias de transportes e a importância da revisão do Plano Director Municipal. Os candidatos da oposição traçaram um balanço negativo ao último mandato da Coligação Mais Sintra, acusando o presidente da autarquia de não ter solucionado muitas destas questões, aos quais Fernando Seara respondeu com a obra feita pelo seu executivo aos níveis da acção social e educação. “Faço um balanço bastante negativo porque as pessoas foram deixadas para trás”, disse Ana Gomes, adiantando que Sintra enfrenta hoje vários problemas “por falta da má gestão e falta de liderança” de Fernando Seara. Baptista Alves e André Beja traçaram igualmente um balanço negativo aos últimos quatro anos de gestão da Coligação Mais Sintra (PSD e CDS-PP) à frente da autarquia, considerando que o presidente da câmara deveria ter promovido a revisão do Plano Director Municipal. “Perdeu-se a oportunidade de fazer a revisão do PDM, que é mau e faz parte da especulação imobiliária”, disse Baptista Alves Questões como o novo hospital de Sintra, onde os quatro candidatos partilham a opinião de que já deveria ter sido construído, ou a divisão de pelouros em caso de vitória dos partidos de maior dimensão, foram os temas aplaudidos pelas duas centenas de pessoas que assistiram ao debate. André Beja e Ana Gomes mostraram-se indisponíveis para aceitar pelouros em caso de vitória de Fernando Seara, enquanto Baptista Alves se mostrou disponível a trabalhar com qualquer dos partidos que vencer as eleições autárquicas. Após o final da sessão, o presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara, adiantou à Agência Lusa que “há diferenças” entre os candidatos sobretudo ao nível da “governação da câmara”. “Eu quero incluir todos, o que Ana Gomes exclui. Acho que todas as contribuições são positivas porque cada um deles expressará os diferentes sentimentos dos cidadãos”, adiantou. A candidata socialista considerou que “foi um debate esclarecedor” ao qual faltou a discussão de temas essenciais para “o futuro do concelho como as questões da educação, do apoio social, do património cultural da humanidade e recuperação do centro histórico e de desenvolvimento económico”. André Beja disse à Agência Lusa que “houve um bom esclarecimento das ideias dos diferentes partidos” e que os “sintrenses podem tomar a sua decisão mais em consciência no dia 11 de Outubro”. O candidato independente da CDU, Baptista Alves, considerou que “faltou tratar outros temas que estavam agendados, principalmente a questão do emprego que é muito importante para o concelho”.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

HOSPITAL DE SINTRA MOTIVA TROCA DE ACUSAÇÕES

Ana Gomes e Fernando Seara trocam acusações sobre os avanços e recuos da unidade hospitalar
Com a campanha eleitoral a dar os primeiros passos, acentuam-se as divergências entre os cabeças-de-lista da Coligação 'Mais Sintra' e do PS, Fernando Seara e Ana Gomes, respectivamente, em torno de áreas sensíveis para o concelho de Sintra. Um dos principais focos de polémica reside no processo do Hospital de Sintra, há muito reivindicado e que tarda em evoluir em termos concretos, apesar das múltiplas garantias governamentais ao longo de anos. Sendo competência da Administração Central, o processo da unidade hospitalar continua num impasse, agora à espera que a administração do Hospital Amadora-Sintra (HAS) defina os contornos do futuro equipamento de saúde. Para Ana Gomes, o principal responsável pela situação é o actual presidente, “que congelou o processo que a dr.ª Edite Estrela tinha em marcha, com o terreno que estava identificado”, na zona da Cavaleira (Algueirão-Mem Martins). “Só não temos hospital em Sintra, ainda hoje, porque o dr. Fernando Seara não se interessou”, frisou a candidata do PS, no recente ciclo de entrevistas em parceria entre o Jornal da Região e a Rádio Clube de Sintra. “O presidente da Câmara desinteressou-se completamente do Hospital de Sintra”, reforçou a candidata, que acusou o edil de, quando interpelado pelo Governo para sugerir localizações, ter “oferecido o velho Hospital da Vila, que, obviamente, não tem condições nenhumas para um equipamento criado de raiz, quanto muito poderia receber o Centro de Saúde de Sintra”.(...)
(...) Continuação na página 5 do Jornal da Região da Sintra 191, de 29 de Setembro a 5 de Outubro de 2009

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

BLOCO PROMETE FAZER A DIFERENÇA

Ver edição completa Helena Pinto, candidata do BE à Câmara da Amadora, assume a retirada da maioria absoluta ao PS como objectivo e define o combate à pobreza como prioridade
Nasceu há 50 anos em Beja e tem uma filha. É animadora social, activista contra a pobreza e a exclusão e já deu formação a mulheres desempregadas. Assume-se como feminista, pelo que assumiu a luta pelo direito à interrupção voluntária da gravidez nos dois referendos realizados. Helena Pinto, conhecida pelo seu papel interventivo na Assembleia da República, é a candidata do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal da Amadora.
Foi uma das fundadoras do BE e é deputada na Assembleia da República. Que desafios a motivam a aceitar esta candidatura à Câmara da Amadora? A Amadora é um concelho onde estão bem patentes os desafios do poder local. O tempo é de mudança e de inversão de prioridades. Colocar as políticas sociais no centro da política local é umdesafio que o Bloco de Esquerda aceita com entusiasmo. E aqui, onde as desigualdades são gritantes e as assimetrias do território revelam a exclusão de grande parte da população, é absolutamente necessário recentrar as prioridades. O Bloco de Esquerda dará este contributo e estou certa que a presença do Bloco de Esquerda na Câmara Municipal será a garantia de que a mudança está a começar.
Porém, o facto de ser também candidata à Assembleia da República faz pensar que não está de 'alma e coração' nesta corrida autárquica... Pelo contrário, é um desafio que vale a pena aceitar e com o qual vou, de certeza, aprender muito.
Se for eleita, como vai conciliar os dois mandatos?(...)
(...) Continuação na página 8 do Jornal da Região da Oeiras 158, de 20 a 26 de Janeiro de 2009

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Capucho a sufrágio

António Capucho concorre a terceiro e último mandato, nas eleições de 11 de Outubro. Em entrevista ao JR, responde às críticas dos seus opositores
António Capucho apresenta-se a terceiro e último mandato na corrida eleitoral de 11 de Outubro. O cabeça-de-lista da Coligação ‘Viva Cascais’ (PSD e CDS-PP) está confiante em prosseguir o trabalho que tem desenvolvido, nos últimos oito anos. Como adversários surgem Leonor Coutinho (PS), Pedro Mendonça (CDU) e Rita Calvário (BE).
Que balanço faz destes dois mandatos autárquicos? Faço um balanço globalmente muito positivo – no que creio ser secundado pela maioria dos eleitores –, sem ignorar o que falta ainda fazer para atingirmos os objectivos a que nos propomos. Continua a ser visível que Cascais está dividido entre duas realidades: o interior que "caminha mais devagar" e o litoral que vai sendo requalificado com mais velocidade.
O que é necessário para ambos andarem à mesma velocidade e terem as suas próprias atracções, quer turísticas, quer de qualidade de vida? Discordo da afirmação do jornalista, que se limita a repetir um ‘slogan’ estafado da oposição. Emverdade o interior caminhamais depressa do que o litoral pois tem beneficiado de maior investimento emrequalificação do que o litoral. As assimetrias de desenvolvimento que esta maioria encontrou têm sido atenuadas progressivamente.
A Casa das Histórias Paula Rego já está aberta ao público e será uma das grandes atracções do centro de Cascais. Para quando uma obra do género no interior do concelho? O jornalista, quando pergunta por uma ‘uma obra do género’ no interior, esquece-se do Hospital, da Biblioteca de São Domingos de Rana, da Piscina da Abóboda, dos centros de saúde de São Domingos de Rana e de Alcabideche, do Parque de Outeiro de Polima. Eis alguns exemplos de obras no interior que nos parecem de indiscutível relevância.(...)
(...) Continuação nas páginas 6 e 7 do Jornal da Região da Cascais 190, de 22 a 28 de Setembro de 2009

OBRAS NA A16 NA RECTA FINAL

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Com abertura prevista para o dia 30, a A16 (IC16/IC30) vai descongestionar o IC19 e aproximar Sintra da capital
Com abertura há muito anunciada para o dia 30 de Setembro, a nova auto-estrada de Sintra, a A16 (IC16/IC30), promete mudar o panorama das acessibilidades no concelho, mas carece, ainda, de investimentos complementares, casos das circulares nascente e poente ao Cacém, de responsabilidade municipal. A nova ligação Sintra-Lisboa (IC16), entre o nó de Lourel e o nó da CREL, vai permitir chegar à capital em poucos minutos, em alternativa ao ainda congestionado, em horas de ponta, IC19. Atribuída pelo Governo em Janeiro de 2007 ao Grupo Aenor e denominada de Concessão da Grande Lisboa, a A16 divide-se entre IC16, do nó de Lourel ao nó da CREL, e IC30, entre Lourel e Alcabideche, articulando o IC19 e a A5. O IC16 tem uma extensão de onze quilómetros, com sete nós (CREL, Idanha, Agualva, Mira Sintra, Telhal, Sacotes e Lourel), contornando por norte as principais zonas urbanas do concelho que se estabeleceram em torno da Linha de Sintra e do IC19. Com a praça de portagem junto ao Bairro João da Nora, logo após o nó da CREL que vai servir as zonas de Monte Abraão e Belas, segue-se o nó da Idanha que, no futuro, vai permitir a articulação com a Circular Nascente ao Cacém. Um quilómetro depois o nó do Cacém vai articular com a EN250, com o traçado a desenvolver-se junto ao Bairro do Grajal e a intersectar novamente a EN250, na zona de Mira Sintra e do quartel da Carregueira, através de um nó que, posteriormente, permitirá a ligação à Circular Poente ao Cacém. O traçado inflecte depois para norte, para uma zona com cariz mais rural, nos limites da Tapada dos Coelhos e da Quinta do Molhapão, contornando a povoação de Tala. Junto à Casa de Saúde do Telhal, novo nó (articulação com a EM544 e no futuro com a Circular Industrial de Pero Pinheiro) é antecedido do maior viaduto da auto-estrada, com 200 metros de extensão. A nova via segue o seu rumo para norte, com passagem pela pedreira Maria Dias, junto à qual nasceu uma área de serviço, em ambos os lados da via. O IC16 volta a cruzar a EN250, junto a Sacotes, onde foi construído novo nó rodoviário e foi implantada a praça da portagem.(...)
(...) Continuação na página 8 do Jornal da Região da Sintra 190, de 22 a 28 de Setembro de 2009

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

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Cada vez mais afectada por restrições legais, a Arte Xávega está em risco de extinção. Para evitar o seu fim, a mais tradicional das artes de pesca na costa portuguesa vai ser ensinada aos jovens da Costa da Caparica
As artes de pesca tradicionais da Costa da Caparica vão ser ensinadas aos caparicanos mais novos, através de cursos que pretendem "promover e manter viva a tradição piscatória do concelho", nomeadamente na Arte Xávega, uma prática com quase 300 anos de existência. A iniciativa partiu do projecto ‘D.A.R. à Costa’ e do Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Sul da Costa de Caparica que pretendem "ocupar as crianças e jovens, transmitindo-lhes as nossas raízes para que estas nunca se percam", revela ao Jornal da Região Lídio Galinho, presidente da delegação do Sindicato dos Pescadores que, em conjunto com o ‘D.A.R. à Costa’ (Desenvolvimento, Aprendizagem, Reconhecimento) – Tr@ns-FormArte, a funcionar na colectividade do Grupo de Amigos da Costa, pretende "despertar interesse nos mais novos, mostrando-lhes todas as artes de pesca tradicionais do concelho e, paralelamente, sensibilizar os mais velhos para que lhes passem os conhecimentos que os seus pais lhes passaram", adianta. A ideia é "rentabilizar os alvéolos novos que a CostaPolis nos disponibilizou para, por um lado, criar um espaço digno para os nossos pescadores mais velhos e, ao mesmo tempo, promover o encontro de gerações", adianta o representante dos pescadores da Costa que "ainda este ano" pretende ver implementado o projecto com "os mais idosos a ensinarem às nossas crianças tudo o que diz respeito à sua experiência na arte da pesca". "Armar uma rede, aprender o que leva um anzol e perceber o que é a vida no mar", são alguns dos ensinamentos que os pescadores mais idosos vão passar para a geração mais nova, para que "a Arte Xávega não morra", assegura o pescador local(...)
(...) Continuação na página 7 do Jornal da Região da Almada 189, de 15 a 21 de Janeiro de 2009

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

URGÊNCIA BÁSICA AINDA A MEIO-GÁS

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MEM MARTINS Urgência com pouca procura
O concelho de Sintra dispõe, desde meados de Agosto, de um Serviço de Urgência Básica (SUB), nas antigas instalações da Messa, em MemMartins. Com capacidade para dar resposta entre 150 a 200 utentes, no sentido de descongestionar as urgências do Hospital Amadora-Sintra, a nova unidade tem atendido uma média de 70 utentes por dia. Um número aquém das expectativas dos próprios responsáveis da unidade hospitalar, que asseguram os recursos humanos que integram, em permanência, dois médicos, dois enfermeiros, técnico de radiologia, auxiliar e administrativo. Em funcionamento 24 horas por dia, o SUB de Sintra está equipado com raio-x, monitor-desfibrilhador e material que permite a realização de análises clínicas e de pequenas cirurgias. A nova unidade já está a atender também casos suspeitos de gripe A e no futuro, com o agravamento da pandemia, há condições para as instalações ficarem exclusivamente reservadas a quem contrair o vírus H1N1.(...)
(...) Continuação na página 6 do Jornal da Região da Sintra 189, de 15 a 21 de Setembro de 2009

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

BE ACREDITA NUM BOM RESULTADO

Membro da Assembleia Municipal de Oeiras e líder concelhio do Bloco de Esquerda, Francisco Silva é o mais jovem candidato à Câmara
Tem apenas 27 anos, mas um intenso trabalho na Assembleia Municipal durante o corrente mandato. Francisco Silva, estudante de engenharia civil, apresenta-se como cabeça-de-lista do Bloco de Esquerda e está confiante que vai ser eleito nas próximas eleições.
Em entrevista ao Jornal da Região, o jovem candidato não poupa críticas ao actual mandato de Isaltino Morais, aponta falhas graves na gestão do território e apresenta um programa à esquerda, como alternativa à prática política que liderou os destinos de Oeiras nas últimas décadas. Por isso mesmo, se for eleito para o executivo, não admite como "cenário possível" assumir pelouros ou outras responsabilidades. O Bloco de Esquerda continuará assim a fiscalizar a acção autárquica, ao mesmo tempo que defende uma maior proximidade aos cidadãos, através do orçamento participativo e de mecanismos que permitam uma maior transparência e o aprofundamento democrático. Acabar com os vínculos precários na Câmara de Oeiras, reestrututar o sistema de transportes, acabando mesmo com "o desperdício" do SATU, e fazer auditorias à Câmara, Serviços Municipalizados de Água e Saneamento e empresas municipais, são algumas das medidas prioritárias do programa eleitoral do Bloco de Esquerda.(...)
(...) Continuação nas páginas 6 e 7 do Jornal da Região da Oeiras 185, de 25 a 31 de Agosto de 2009

CDU APOSTA NO REFORÇO DE ELEITOS

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O actual vereador Amílcar Campos assume de novo a candidatura à Câmara de Oeiras acredita que a CDU vai aumentar o número de votos e de eleitos, fruto do trabalho em prol das populações
Vereador na Câmara Municipal, Amílcar Campos volta a assumir a candidatura da CDU nas próximas eleições autárquicas. Aos 62 anos de idade, este Técnico Superior da Administração Pública no Ministério da Justiça, justifica a sua decisão com a necessidade de servir a causa pública. É autarca no concelho há 27 anos, tendo exercido várias funções. É por dedicação a Oeiras que aceitou, de novo, ser o candidato da CDU à Câmara? Aceitei com entusiasmo e sem a mínima hesitação esta honrosa missão que me foi confiada pela CDU, depois da discussão colectiva feita no seio do PCP e da própria CDU, onde se decidiu renovar a confiança política depositada em mim como consequência da análise positiva que foi feita do meu desempenho no lugar de vereador, no mandato que agora termina. Esta aceitação decorre também da necessidade que sinto de servir a causa pública, como formade dar o meu contributo para o constante aperfeiçoamento e desenvolvimento do regime democrático resultante de Abril. No espaço insubstituível e privilegiado de participação dos cidadãos na vida pública que é o Poder Local Democrático e residindo no concelho de Oeiras há mais de trinta anos, entusiasma-me a possibilidade de poder trabalhar em prol do bem-estar e valorização dos oeirenses e do desenvolvimento harmonioso e solidário do meu município. Por outro lado, considero que vale a pena lutar pelo projecto daCDU,porque atende os anseios dos oeirenses e as necessidades do município de Oeiras. É um projecto que apoia, respeita e incentiva a participação das populações na resolução dos problemas que as afectam.(...) (...) Continuação nas páginas 8 e 9 do Jornal da Região da Oeiras 188, de 8 a 14 de Setembro de 2009

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

NOVO HOSPITAL NÃO VAI RESOLVER TUDO

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Seixal e Almada: Autarcas querem abertura de mais centros de saúde
A instalação do futuro hospital do Seixal, que deverá estar concluído em meados de 2012, não vem resolver todas as necessidades da população de Almada na área da saúde, já que parte da população do concelho não está ainda servida de centros de saúde. Esta posição foi reiterada por Rui Martins, vereador da Câmara de Almada com o pelouro das Obras Municipais, durante a cerimónia de assinatura do acordo estratégico para a implementação da nova unidade, celebrado entre o Governo, a Câmara do Seixal e Administração Geral de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo. De acordo com o autarca almadense, só nas freguesias do Feijó e do Laranjeiro “existem cerca de 40 mil pessoas a necessitar de um centro de saúde”, pelo que é preciso resolver com “carácter de urgência” este tipo de carências, de modo a evitar “maiores fluxos de utentes” para os grandes hospitais. “A situação de rotura a que chegou o Hospital Garcia de Orta (HGO) é de tal dimensão quenem mesmo a unidade do Seixal vem resolver as necessidades das populações, caso não haja resposta dos centros de saúde”, considera Rui Martins. No entanto, o novo hospital do Seixal pode muito bem atenuar os efeitos de saturação do Garcia de Orta, num processo que demorou cerca de dez anos de reuniões entre as autarquias do eixo norte da Península de Setúbal, Almada, Seixal e Sesimbra e diversos ministros da Saúde. “Foram grandes jornadas de luta e nos últimos três anos, antes da actual ministra nada se avançou”, disse Alfredo Monteiro, presidente da autarquia seixalense.(...)
(...) Continuação na página 7 do Jornal da Região da Almada 187, de 1 a 7 de Setembro de 2009

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

PS QUER NOVO RITMO EM OEIRAS

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Marcos Perestrello aponta PS como única alternativa credível
De Lisboa para Oeiras. Marcos Perestrello, até há bem pouco tempo vice-presidente da Câmara de Lisboa, é o candidato do PS à autarquia de Oeiras. Aos 38 anos de idade, este advogado de profissão, membro do Secretariado Nacional socialista, integra o painel fixo do programa ‘Corredor do Poder’ da RTP, além de escrever uma crónica quinzenal no semanário Expresso. Candidata-se agora a Oeiras propondo um novo dinamismo, uma nova estratégia e uma nova exigência para o concelho".
Passou de vice-presidente da Câmara de Lisboa para candidato a Oeiras pelo PS, abdicando também de um possível lugar no Parlamento. O que o motivou a abraçar este desafio? Aceitei este desafio de grande responsabilidade por convicção. Oeiras tem um papel estratégico fundamental no desenvolvimento e competitividade da região de Lisboa. Está no centro da zona mais rica do país – o eixo Lisboa-Oeiras-Cascais e, apesar da evolução inegável dos últimos 20 anos, a verdade é que, nos últimos quatro, a autarquia de Oeiras perdeu capacidade de realização e entrou num ciclo de declínio e estagnação inaceitável, com graves prejuízos para a população. Estou muito empenhado em oferecer a Oeiras um novo impulso de progresso e modernidade, alicerçado num novo paradigma de gestão autárquica, que coloca as pessoas no centro das suas prioridades. Um projecto à altura dos desafios do tempo novo que vivemos.(...)
(...) Continuação nas páginas 6 e 7 do Jornal da Região da Oeiras 187, de 1 a 7 de Setembro de 2009.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Costa de Caparica, obras em bom ritmo

Praias já ganharam 400 mil metros cúbicos de areia
A intervenção nas praias da Costa da Caparica já resultou na colocação artificial de cerca de 400 mil metros cúbicos de novas areias, com a conclusão do enchimento das praias da ‘Saúde’, ‘Nova Praia’, ‘Praia Nova’, ‘Dragão Vermelho’, ‘Golfinho’ e ‘Tarquínio’, todas na zona sul. Esta intervenção, que arrancou a 5 de Agosto, e que tem por objectivo repor cerca de um milhão de metros cúbicos de areias oriundas da zona de cabeça do Pato, à saída do Tejo, está já a estender-se à parte norte da frente arenosa costeira da zona, nomeadamente às praias do ‘CDS’ e ‘São João’, esta última de maior amplitude. “Podemos dizer que estamos a 40 por cento das estimativas, sendo que o plano traçado em termos de 'timings' está a ser cumprido com grande rigor”, disse ao Jornal da Região José Manuel Proença, do INAG, a entidade responsável pela operação. No decurso da intervenção, que não deixou de gerar algum desconforto junto das entidades locais e dos turistas, por ter avançado em plena época estival, o INAG optou por “avançar com a montagem de duas linhas de dragagem e tem feito ligeiras adaptações técnicas entre uma e outra linha de obra, uma a sul e outra a norte”, de modo a poder ter concluídos os trabalhos até ao final e Setembro.
Já o ano passado, como havia sido referido pelo presidente do Instituto, Orlando Borges, as praias da Caparica ganharam “90 milmetros cúbicos de novas areias, acima do que era expectável”. De acordo com o caderno de encargos está ainda prevista uma nova intervenção no próximo ano, que, segundo José Manuel Proença, deverá “estabilizar definitivamente” os movimentos das areias, embora, confesse o técnico, “há ainda que esperar como as mesmas vão reagir durante o Inverno, já que se verificam sempre alguns índices de remoção”. As três fases desta intervenção visam, sobretudo, “calçar as areias”, de modo a evitar que as mesmas sejam transferidas para a zona adjacente dentro de água. “A ideia fundamental é proteger a costa e evitar ataque às dunas. Fazer com que a rebentação das marés ocorra em zona mais interior, dentro das águas. Não é propriamente criar mais praia”, explica o técnico do INAG.
(...) Continuação na página 6 do Jornal da Região da Almada 186, de 25 a 31 de Agosto de 2009

segunda-feira, 20 de julho de 2009

CIDADÃOS EXIGEM LIMITES NO IC20

Cidadãos exigem vigilância
Dias depois da governadora civil de Setúbal, Eurídice Pereira, ter feito um apelo aos automobilistas para tentar travar o elevado índice de acidentes nas estradas da região, o presidente da Associação de Cidadãos Auto-mobilizados, Manuel João Ramos, aplaude a intenção da representante do Governo, mas alerta para a existência de estradas marcadas por excessos, onde os condutores “pouco ou nada são fiscalizados”. Entre os exemplos, está a via Almada-Costa de Caparica. Com efeito, admite Manuel João Ramos, o IC20 que ao longo dos anos vem sendo manchado por sucessivas tragédias, tendo mesmo umdos pontos negros do distrito, traduz “a típica estrada que precisa de um policiamento assíduo, mas agora fica mais complicado após a extinção da Brigada de Trânsito”. Segundo o dirigente, numa estrada de excessos como esta, onde não se registam problemas de sinalização, era imperial que os automobilistas se sentissem mais observados pelas forças de segurança. “Mas isso não acontece e depois as pessoas acabam por fazer perfeitos disparates ao volante com resultados trágicos”, sublinha, lamentando ainda que os carros-patrulha circulem à velocidade das restantes viaturas.(...)
(...) Continuação na página 8 do Jornal da Região da Oeiras 183, de 14 a 20 de Julho de 2009

quarta-feira, 8 de julho de 2009

EMPREENDEDORISMO SOCIAL EM ACÇÃO

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Cinco projectos de empreendedorismo social reconhecidos pela importância a favor da comunidade
Uma escolinha de rugby que tem dado auto-estima a muitas dezenas de crianças de bairros desfavorecidos;umcentro de reabilitação e integração de deficientes gerador de oportunidades de negóciocomsucesso a nível material e pessoal;umlivro que permite quatro leituras a partir de outras tantas formas de expressão (regular, braille, linguagem gestual e pictogramas); um conceito de consumo de menor impacto ambiental que transforma objectos deitados foraemnovos produtos prontos a usar ou vender; e umcentro de educação empenhado em mostrar às crianças que uma alimentação saudável pode ser saborosa e divertida... Estes foram os cinco projectos de empreendedorismo social (ES), seleccionados de entre quase 200, distinguidos no âmbito de uma pesquisa pioneira de iniciativas de cariz social no concelho de Cascais, cujos resultados foram apresentados no passado dia 29, no Espaço Memória dos Exílios, no Estoril. Num evento tocado pelas emoções próprias do altruísmo, os mentores destes projectos – todas elas mulheres – foram homenageados com a entrega de certificados de mérito social ES+ por parte de figuras mediáticas de alguma forma ligadas às temáticas abrangidas: o capitão da selecção nacional de rugby, João Correia, o actor e autor do livro ‘Uma Vida Normal’ Paulo Azevedo, a jornalista Laurinda Alves, e o ‘chef’ José Avillez. O projecto “ES+ Mais Empreendedores Sociais” foi desenvolvido pelo Instituto de Empreendedorismo Social (IES) – criado em finais do ano passado – em parceria com a Câmara de Cascais, o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e oINSEAD(França), na sequência dos congressos de ES realizados em Cascais desde 2007. Durante meses, os técnicos do IES, supervisionados por professores universitários nacionais e internacionais, cruzaram o concelho à procura das melhores ideias e práticas existentes nesta área. Com o apoio de 45 observadores privilegiados, identificaram 187 iniciativas de ES, depois de “muitas entrevistas com lágrimas, gente a falar com o coração”, como testemunhou Rita Megre, daquele instituto.(...)
(...) Continuação na página 6 do Jornal da Região da Cascais 182, de 7 a 13 de Julho de 2009

terça-feira, 30 de junho de 2009

"SINTRA PRIVILEGIOU APOIO SOCIAL"

Em entrevista concedida a propósito do Dia do Município, que se assinalou esta segunda-feira, o presidente da Assembleia Municipal, Ângelo Correia, reflecte sobre a realidade do concelho justifica o menor investimento ao nível de equipamentos
A Assembleia Municipal é, por natureza, um órgão fiscalizador do executivo municipal. Essa fiscalização em Sintra tem sido eficaz?
A lei portuguesa, domeu ponto de vista, é pouco precisa e ambiciosa no que diz respeito à fiscalização dos órgãos municipais, na exacta medidaemque se compararmos a relação parlamento/-governo e assembleias/executivos municipais há, claramente, uma dissonância: O Parlamento tem mais poderes em relação ao Governo do que a assembleia municipal no caso do executivo. Por isso, dentro desse contexto que é limitado e limitativo (que a longo prazo devíamos alterar), a Assembleia Municipal de Sintra tem exercido umamissão de diagnóstico, análise e crítica do executivo. E tem assumido essa postura de modo transparente, claro e permanente.
Que alterações preconiza a este nível a legislação autárquica?
É da Assembleia Municipal que deve sair o executivo municipal: há uma lista clara para o executivo municipal, dirigido por um potencial presidente. Cada partido apresenta o seu e, depois consoante o número de votos que se expressam na assembleia municipal, assim se gere o município. O município tem de ser gerido de acordo com equilíbrios políticos estabelecidos na assembleia municipal, ou seja, se a assembleia municipal for dominada por uma força política, é natural que o executivo seja monocolor. Se existir um partido minoritário, e se fizer coligação com outro, então o executivo projecta essa participação. O executivo deve reflectir os equilíbrios estabelecidos no seio da assembleia municipal.
Mas, no actual quadro de competências e de poderes, que balanço faz da actividade da Assembleia Municipal de Sintra?
Não houve razões fundamentais para estar insatisfeito. As assembleias desenvolveram-se com civismo. Os munícipes participaram em todas as sessões com intensidade. No quadriénio, sentimos dois ou três grandes problemas. Tivemos o problema dos postes de alta tensão, que sentimos como vital. Sentimos como importante algumas obras municipais, em que houve munícipes a reclamarem. E a questão da educação, em que houve também uma incidência muito forte das petições e das exposições à assembleia municipal. Foram sempre presentes de um modo satisfatório, célere e transparente. Penso que raramente houve críticas mal-intencionadas. Todos os partidos desempenharam com eficiência e seriedade o seu mandato. Raramente senti aquilo que se possa considerar uma atitude mais imprópria, mais insensata, o que é positivo para a democracia.(...)
(...) Continuação nas páginas 8 e 9 do Jornal da Região da Cascais 181, de 30 de Junho a 6 de Julho de 2009.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

CAMPO DE GOLFE SOB CONTESTAÇÃO

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COMPLEXO DO JAMOR Assinaturas contra campo de golfe

Ao lado do famélico curso de água do rio Jamor, um forte caudal de dúvidas e críticas a volumou-se, no passado domingo, de manhã, junto à nesga de sombra onde os contestatários à construção de um campo de golfe em curso no extremo norte do Complexo Desportivo do Jamor (CDJ) improvisaramumponto de recolha de assinaturas a favor das suas reivindicações. Angariaram 110 nomes – a juntar aos quase 600 na petição ‘online’ – e muitos mais desabafos de revolta. Em comum, o receio de um dia chegarem àquele espaço natural de lazer e desporto e não encontrarem mais áreas de livre acesso, bem como a forte impressão de que, mais uma vez, se pretende construir primeiro e só depois responder às inquietações do cidadão comum. Uma desconfiança potenciada pela falta de informação por parte dos responsáveis pela obra – o Instituto do Desporto de Portugal (IDP) – de que se queixam os dinamizadores do protesto, agrupados sob a designação de Amigos do Estádio Nacional. “Já expirou o prazo previsto por lei para que as entidades a que pedi acesso aos processos administrativos referentes à obra (Câmara de Oeiras, IDPe Região Hidrográfica do Tejo) o facultassem”, lamentou ao JR, Margarida Novo, a jurista e moradora na Cruz Quebrada que encabeça o movimento contestatário, o qual anunciou, entretanto, que vai fazer uma nova recolha de assinaturas no próximo sábado, entre as 10 e as 13 horas, desta feita no portão principal junto aos ‘courts’ de ténis. A mentora dos Amigos do Estádio Nacional afirma-se segura de que a obra “decorre em zona de domínio hídrico público”, classificação atribuída depois das cheias de 85 e que “proíbe total ou parcialmente quaisquer alterações”.O que a leva à convicção de que “eles não têm os licenciamentos necessários”.(...)

(...) Continuação na página 6 do Jornal da Região da Oeiras 180, de 23 a 29 de Junho de 2009